No feriado de dezembro de 2017, fiz a minha primeira solo travel internacional e o destino escolhido foi Bali!

Desde o início de 2017 eu havia passado por um monte de coisas na minha vida, além da cirurgia ortognática que eu fiz aqui no Japão, então 2017 foi um ano bem tenso para mim em vários sentidos, então quis me “recompensar” com uma viagem no final do ano.

Comprei a passagem no final de abril de 2017, aproveitei que a AirAsia estava em promoção e comprei, como já faz um tempo e não tenho nada de histórico do valor nos e-mails, me lembro que a passagem de ida e volta no feriado de final de ano custou mais ou menos ¥63.000, com saída de Osaka.
Marquei a viagem para o dia 28/dezembro/2017 até 06/janeiro/2018, ou seja, 9 dias na ilha maravilhosa que é Bali!
Como moro em Nagoya, fui de ônibus pela cia Willer Travel até Osaka um dia antes, dependendo da data você consegue pegar umas promoções muito em conta por essa cia, aproveitei para passear por Osaka um pouco, comi comida vegana (CLARO!) e reservei um guest house para poder passar a noite, existem muitos guests houses em conta em Osaka também.

No dia seguinte acordei bem cedo, peguei o trem para o aeroporto de Osaka, o “Kansai Airport”, e de Osaka até lá demora mais ou menos uns 50 minutos, é bem longinho mesmo então se for ficar próximo da estação de Osaka ou Shin-Osaka, tem que sair pelo menos 1 hora e meia antes do horário que pretende chegar no aeroporto senão chega atrasado.

Foi a minha primeira viagem com a cia aérea AirAsia,o check-in foi rápido, o atendimento no voo foi bom também, a única coisa que me decepcionou mesmo foi a refeição vegana no voo, tem somente uma opção e a comida é bem sem graça, se soubesse que era assim e que vinha pouco também, tinha levado um lanche ou teria pedido dois daquela refeição sem graça, mas tudo bem, tudo é experiência né?!


No total saindo de Osaka são mais ou menos 9 horas de voo, como fui de AirAsia, fiz conexão em Kuala Lumpur (Malásia).

Uluwatu

Cheguei à noite no aeroporto de Denpasar, como eu ia ficar uns dias na casa de um amigo de uma colega em Uluwatu, ele foi me buscar no aeroporto.
Meus primeiros dias escolhi ficar lá mas não teve um motivo especial, quis ir primeiro para a região de praias e ondas, então fiquei do dia 28 até o dia 31 lá.
Em Uluwatu, assim como muitos lugares em Bali, têm muuuuitas opções de restaurantes veganos, tudo eu pesquisei no app do Happy Cow, fica até difícil escolher em qual ir porque dá vontade de passar o dia todo comendo só para poder conhecer todos, haha

Meus outros hóspedes em Uluwatu <3

O primeiro restaurante que fui em Bali foi o Buddha Soul, ficava bem pertinho de onde meu host morava, fiquei super contente.
Pedi: salada de grão-de-bico com coentro (AMO coentro), arroz negro com curry de coco e suco natural de melancia. Na foto tem uma sopinha também, mas como não era vegana pois continha ovo, acabei nem comendo.

Meu host ficou muito preocupado em deixar eu alugar uma moto para poder andar em Uluwatu, pois como eu nunca tinha pilotado uma moto, ele ficou com receio de deixar eu alugar uma logo de cara pois o pessoal ali dirigi que nem doido, não é como no Japão que as pessoas respeitam o farol, pedestres e outros carros, lá é loucura mesmo, ainda mais em região de praia.
Então no meu primeiro dia em Uluwatu ele me dava carona para os lugares e/ou eu ia para os lugares andando, pois ele morava numa região muito boa lá, então dava para ir andando.

Uuwatu é maravilhoso, tem praias lindas, muitas ondas para quem gosta de surfar, a água é limpa, fiquei encantada.

Padang Padang Beach

Padang Padang Beach

 

Toda praia praticamente tem como você alugar guarda-sol e cadeira de praia, então não é necessário carregar muitas coisas além da sua roupa de banho mesmo, e todo lugar também tem restaurante, muito difícil você andar por muito tempo e passar fome ali.

Dia 29 de dezembro é meu aniversário, e nesse mesmo dia fui jantar num restaurante muito bacana que ficava bem próximo a praia de Padang Padang, o Suka Expresso, comentei com a garçonete que era meu aniversário e eles fizeram uma surpresa bem bacana para mim, tudo bem que paguei mico pois eles cantaram parabéns no meio do restaurante cheio (e eu sozinha, né), mas foi bem bacana e a comida estava muito deliciosa.
Pedi: Ratatouille, bolo crudívoro de chocolate e amora e a famosa cerveja balinesa Bintang (pesquisei no Barnivore para saber se a cerveja era vegana mas não apareceu nada, em outros grupos veganos estrangeiros vi muitas pessoas indicando para experimentar e não vi problema).



No segundo dia eu já consegui alugar uma moto, mas antes de começar a pilotar sozinha, meu host foi muito bacana e me levou para um lugar que desse para eu treinar antes, e para quem nunca tinha pilotado nem uma jog aqui no Japão, foi bem tranquilo, consegui pegar as manhas rapidinho, depois foi só alegria, hehe
Como já faz um tempo, não me lembro da ordem dos lugares que eu visitei em Uluwatu, mas eu fui praticamente em todas as praias mais visitadas lá, pois fica próxima uma da outra e com moto é bem rapidinho.

Meu café da manhã nesse dia foi no Outside Corner, pedi: pão torrado com avocado, espinafre, cogumelos e tomate e cafézinho.

Depois fui dar uma volta pelas praias da região, uma praia que eu achei linda é a Binging Beach.

Uma observação sobre as praias de Bali: quase todas as praias pelo menos as que eu fui, você tem que descer uma escadaria de pedras enorme, então vão preparados sempre para andar, pois todo lugar eu tive que fazer uma boa caminhada até a praia, haha. Essa foto aí eu tirei lá de cima antes de descer a escadaria, pela distância dá para se ter uma ideia de como a descida é longa, imaginem a subida.
Ah, lembrei também de uma coisa muito importante que gostaria de deixar avisado quem ainda não foi, as praias de Bali têm muitas pedras, nessa praia de Binging eu arranquei o couro do meu pé, a ponto de sair mancando mesmo da água porque eu rasguei um pedaço, fora o mico que eu paguei tentando sair da água, isso porque estava no raso, eu simplesmente não conseguia sair da água pois não conseguia caminhar, eu acho válido apesar de ser brega entrar com crocs ou alguma sandália ou sapato waterproof que não saia do pé, e não façam como eu fiz para não rasgar meu pé de novo, NÃO entrem com havaianas, quase fiquei sem um pé de chinelo lá, HAHAHAHAHAHA

Não sei se alguém vai querer me perguntar sobre dicas de roteiro para fazer em Uluwatu, para ser sincera, eu não fiz e nem sigo roteiro nenhum pois vai depender do tempo e do clima também, as praias lá são bem próximas uma da outra, uma dica que eu posso dar agora que eu já conheço um pouco Bali, é que vale a pena pegar um dia para dar uma passada em todas as praias de lá de moto e depois voltar e ficar mais tempo na praia que você mais se identificou, pois cada praia é de um jeito, umas são mais cheias, outras são mais tranquilas, enfim, como são perto uma das outras, dá para pegar uma manhã, por exemplo, dar a volta ali na região e depois voltar para alguma praia.

À noite sai para jantar com meu host (que inclusive é balinês), ele me levou num restaurante chamado Ulu Resto que serve comida típica de Bali, e eu pedi: Indonesian gado-gado, que é basicamente uma salada com vegetais cozidos, tempeh (em Bali eles consomem muuuuito tempeh), tofu frito e molho de amendoim. O prato original vai ovo, mas pedi para tirar o ovo. Veio acompanhado com arroz e suco natural de lima e limão, uma DELÍCIAAAAAAA!

No dia 31, último dia em Uluwatu e ano novo, resolvi que queria aprender a surfar, sim, SURFAR! hahaha

Fui na praia de Padang Padang que é ali que meu host costuma surfar, mais cedo tinha passado lá para dar uma olhada na praia e aproveitei e almocei ali mesmo, pedi um prato que não ia nada de origem animal numa das banquinhas que tinha lá.
O prato era: arroz frito com vegetais, e a mesa era a areia da praia mesmo, porque aqui a gente é humilde rs

Nesse mesmo dia voltei para ter a minha aula de surf, não me lembro o valor mas não era caro não, além da aula eles emprestam o long board e a camiseta também.
Foi muito engraçado, fomos para o lugar onde a onda praticamente acabava para eu aprender, antes da aula eu tive a “brilhante ideia” (sqn) de tomar uma água de coco, acontece que os cocos em Bali são enormes, é praticamente o tamanho de uma melancia no Japão, sem exageros haha

Tomei minha água de coco e depois de uns 15 minutos fomos para o mar, só que no meio da aula eu comecei a ficar com o enjoo porque a água de coco balançava demais no meu estômago por causa do mar, eu até consegui pegar (tentar) pegar umas ondas, mas não consegui fazer toda a aula porque quase vomitei no mar, então já fica a dica para quem quer fazer aulas de surf.
Apesar e ter sido cômico a minha primeira experiência, foi bem bacana, consegui pelo menos ficar em pé na prancha uma vez, mas apesar de parecer “fácil”, não é nada fácil, pra você conseguir tentar ficar em pé já é muito difícil, muitas vezes eu caia da prancha antes mesmo de ficar em pé, fora os braços que doem quando você tem que voltar para o ponto de pegar a onda, saí dessa aula quebrada.

Como eu disse, não me lembro da ordem dos lugares que fui e estou me baseando nas postagens do Instagram, então pode estar fora da ordem também.

Fui conhecer a Dreamland Beach, ela é um pouco afastada de onde eu estava, e nessa hora não tive muita sorte pois começou a chover.
Essa praia é até meio estranho para você descobri-la, tem uma entrada enorme que até parece entrada de condomínio particular, a praia fica beeeem no fundo.
Particularmente não a achei muito bonita, pode ser também porque estava chovendo, a única coisa que eu fiz foi sentar e comer hehe

É um restaurante na beira da praia, pedi algo bem básico também que é bem típico de comida balinesa: noodles frito com vegetais, e tem uma espécie de senbei no prato que vem junto com muitos pratos balineses e suco natural de melancia.

Fui conhecer também o famoso Pura Luhur Uluwatu, ou templo dos macacos, um dos templos mais famosos e mais lindo de Bali.
É preciso pagar para para entrar, não me lembro quanto custou mas é bem baratinho mesmo, assim como quase todos os lugares em Bali que precisa pagar para entrar.
É necessário também usar o sarong, roupa típica de Bali, eles emprestam na entrada e você pode escolher a cor.

Quando for conhecer esse templo, estejam preparados para caminhar, pois há muito o que se caminhar lá.
O templo é lindo e a vista também, o Pura Luhur fica a beira de um penhasco e acredita-se que ela protege Bali de espíritos do mal.
Ela é cercada de macacos, e precisa tomar muito cuidado para não ter nenhum pertence “roubado” por eles. Não é aconselhável andar com câmera ou celular na mão marcando bobeira, pois eles roubam mesmo.
Se você não mexer com eles, eles não mexem com você, mas teve uma hora ali que eu fiquei um pouco com medo pois eles estavam no meu caminho, mas onde têm muitos macacos tem uma pessoa do templo para poder “toca-los” caso eles subam em alguém.

Eu tinha muitas fotos desse lugar, mas não sei se apaguei sem querer ou se está em algum lugar no meu computador e não estou achando, mas se pesquisar na internet sai muitas fotos maravilhosas de lá.

Como eu estava viajando sozinha, não fiquei saindo muito para bares e danceterias à noite, mas no final da tarde fui num bar muito bacana e que tem uma vista linda para o mar, o Single Fin Beach Club.
As comidas lá não são muito baratas, mas a vista e o clima compensaram bastante.
Pedi: Falafel de lentilha com molho à base de vinagre e suco de cana de acúcar.

O Single Fin é um dos barzinhos mais populares de Uluwatu!

Não tirei nenhum foto da virada porque na verdade eu estava mais na vibe de vivenciar os momentos do que parar toda hora e tirar dezenas de foto, e quando se está sozinha também é um pouco embaraçoso ficar tirando selfie, mas na virada eu passei com meu host e os amigos dele na casa de um amigo dele, depois voltei no Single Fin e de lá fomos para um tipo de balada que tinha piscina no meio, foi muito legal!

No dia 1 de janeiro logo de manhãzinha peguei uma van para ir até o porto onde pega a balsa para ir para Gili Island.
Gili são compostas por três ilhas: Gili Trawangan, Meno e Air. Eu fiquei somente na Trawangan que é a maior ilha e onde tem as baladinhas, barzinhos e dezenas de restaurantes.

Até então eu estava amando demais Bali, amando mesmo, o clima, os lugares, a comida, as pessoas… tudo, mas Gili ultrapassou todas as minhas expectativas e foi amor à  primeira vista!

Fiz um pacote do transporte de Uluwatu (gente, Uluwatu é bem no Sul de Bali, para ir até o porto fica bem longe) e o speed boat e ficou em 400 rupias, ida e volta. Ida de Uluwatu até o porto para pegar o barco, ida e volta de barco, e mais o trajeto do porto até Ubud, tudo por 400 rupias.
Mas tudo vai depender da agência que você vai comprar, no meu caso, foi o meu host que viu tudo para mim, você paga na hora que sobe na van.
Tomem cuidado quando for comprar a passagem para ir para Gili ou qualquer outra ilha, certifique-se que é speed boat, pois se for o barco normal você vai demorar o dobro para chegar.

Gili Trawangan

Logo que cheguei em Gili me apaixonei, me lembrou muito Koh Phi Phi (Tailândia), é uma ilha bem pequena e o barco te deixa na praia mesmo, é até difícil para quem está com malas de rodinha andar até onde tem asfalto, rs

Eu não reservei nada em Gili, sabia que quando chegasse lá iriam ter várias pessoas oferencendo acomodação, e fui na loucura de arrumar algo na hora, e não achei má ideia, mas pode ser um pouco exaustivo também.

Chegando no porto você já vai ver dezenas de pessoas paradas ali prontas para te abordar para te levar para algum hotel/hostel, parei e já falei para um rapaz que estava procurando um quarto perto do porto e que a diária fosse no máximo 200 rupias, ele começou a me levar para alguns lugares e eu podia entrar para ver.
Por quê escolher um perto do porto?
Bem, essa foi a dica de uma amiga e que foi muito útil. Em Gili só é possível se locomover por dois modos: de bicicleta ou de charrete.
Se você é vegan, logicamente não vai querer subir em uma charrete, então por isso se hospedar próximo ao porto, porque se for longe fica muito difícil você andar com a mala porque não é asfaltado, é terra e tem buracos.
Prefiro nem falar muito sobre as charretes porque não gosto nem de lembrar, é muito triste você ver aqueles cavalos sendo forçados a trabalhar horas e horas por dia debaixo daquele sol e calor, além de carregar muito peso nas costas. Toda vez que eu escutava o sino que fica pendurado neles já me dava um negócio ruim, eu evitava olhar para não estragar a minha viagem mesmo, porque era muito revoltante.

Gili também têm muitas opções veganas, muitas mesmo.
Todo lado que você olha em Gili ou em Bali no geral, têm frutas e suco natural, e para nós que moramos no Japão é muita coisa visto que aqui não é assim.

Eu não sou uma pessoa fresca e nem nojenta, mas é claro que vejo muito bem onde vou comer para não correr o risco de pegar uma infecção alimentar ou ter uma diarréia.
Em Gili tem o mercado noturno, mas basicamente é só de comida pois tem lojinhas espalhadas pela ilha toda.
Quase todas as banquinhas que eu parei para olhar tinha opção vegana, então eu fiz a festa e sempre colova todas as opções no pratinho.
Lá funciona assim, você vai apontando o que você quer e a pessoa vai colocando no pratinho para você, depois ela soma e te fala o valor, e gente, é muito barato, muito barato mesmo.
Só tomem cuidado com a pimenta, eu me empolguei na pimenta e coloquei demais, depois não conseguia comer direito porque estava muito ardido hahahaha

Para andar em Gili você pode escolher em andar a pé mesmo ou alugar bicicleta, eu aluguei bicicleta para todos os dias que eu ia ficar lá (fiquei do dia 1 até dia 3 de manhã).
Como tudo em Bali alugar bicicleta é bem barato, é bem de boa e dá para dar a volta na ilha com a bicicleta.
Ah, não pode andar de moto de jeito nenhum, somente os locais que podem.

Gili é ótimo para quem quer relaxar, é muito fácil você achar um lugar que você estende a canga e fica lá de boa, só curtindo a paisagem e a brisa.

Acho que dei umas 10 voltas na ilha de bicicleta, em 20 minutos você faz isso, não é muito extensa, e em todo lugar tem restaurante e barzinho, praticamente todo lugar dá para parar e comer.
Água de coco não preciso nem falar que tem em todo canto, né? Como eu disse um pouco antes, o coco é do tamanho de uma melancia, eu que amo água de coco não conseguia tomar um inteiro porque é muita coisa, para duas pessoas até três é bem tranquilo. Ah, coco lá é super barato, aproveite para tomar tudo o que você não toma aqui no Japão, haha

Em Gili têm vários pacotes de passeio, tem pra mergulho, tem pra ir nas outras ilhas de Gili, enfim, eu escolhi fazer mergulho onde é possível ver tartarugas marinhas, e tive a sorte de encontrar uma e nadar pertinho dela.

Tem que ter pensamento positivo e persistir mesmo para encontrar uma, a pessoa leva você num ponto onde se concentra bastante tartaruga, mas não significa que você conseguirá vê-la.
Nesse mesmo tour paramos para ver aquelas estátuas que estão debaixo do mar feitas por um artista especializado nessa arte, não consegui tirar fotos pois ainda estava com muito medo de mergulhar e estava usando o colete, mas segue uma foto que peguei na internet.

A princípio eu ia sozinha nesse tour, mas quando cheguei no local o rapaz perguntou se mais duas pessoas podiam ir comigo e que ele ia fazer mais barato, daí fomos eu e mais duas estrangeiras super bacanas.
Eu só queria mergulhar onde estavam as tartarugas, mas elas queriam mergulhar em alguns outros pontos então acabei fazendo o tour delas também e foi bem legal.
Depois de um tempo eu acabei perdendo o medo e consegui mergulhar sem usar o colete, assim pude aproveitar mais o passeio.
Não me lembro também quanto paguei, mas não foi caro.

Algumas fotos de Gili:


Tem muita coisa para se fazer em Gili.
De dia eu praticamente ficava dando voltas de bicicleta, parava em alguns pontos para deitar na areia e entrar na água.
À noite existem vários barzinhos, danceterias, restaurantes e até cinema ao ar livre.
Um barzinho que eu fui e que eu simplesmente amei foi o Sama Sama Reggae Bar. Fica perto do porto e tem música ao vivo, os cantores lá são ótimos, tinha uma banda que toca lá que fazia cover de Bob Marley, e gente, a voz dele é bem parecida com a do Bob mesmo, o cara canta MUITO.

Outra coisa que eu fiz e que foi bem bacana foi assistir filme ao ar livre!
Acho que paguei 100 rupias para assistir o filme do Wolverine, é um telão enorme na praia mesmo, você senta naquelas cadeiras de praia almofadadas e tem uma mesinha do lado, você pede comida e bebida e fica lá assistindo o filme só de boa, acho que foi uma das experiências mais legais que tive em Bali.

Esse restaurante foi indicação de uma moça que eu conheci lá de Cingapura, agora não me lembro o nome do lugar pois também não consegui marcar a localização no Instagram, mas fica perto do porto.
Acho que foi um dos melhores lanches que comi na minha vida: sanduíche de carne de jaca e avocado, batata assada com molho de amendoim, bolo de cenoura crudívoro e suco natural de melancia e hortelã.
O restaurante não é todo vegano, mas tinha muuuitas opções.

No dia 3 de manhãzinha peguei o speed boat para voltar para Bali e ir para Ubud.

Ubud

Ubud é uma região simplesmente encantadora!
Fico pensando que se voltar para Bali quero ir de novo para Gili, mas também para Ubud e ficar bem mais tempo lá, mesmo não sendo região de praia, Ubud é um lugar simplesmente encantador e que você não tem vontade de ir embora mesmo.
Ah, lembrando que é um dos lugares onde foi gravado o filme com a maravilhosa da Julia Roberts, o “Comer, Rezar e Amar”, lembrando que a personagem Liz Gilbert, escritora do livro com o mesmo nome do filme (aliás, o filme foi uma reprodução do livro), ficou encantada com o lugar e ainda conheceu o amor da sua vida, o brasileiro Felipe, que é interpretado pelo espanhol Javier Angel Encinas rsrs
Pena eu não ter conhecido o amor da minha vida lá, mas o que tinha de gente bonita lá, meu deeeeeeeeus :O

Em Ubud eu fiquei em Airbnb, reservei antes de ir e paguei barato a diária, me lembro que os três dias que fiquei em Ubud não deu nem dez mil ienes no total.
O quarto não ficava dentro da casa da família, eles tinham dois quartos no andar de cima com banheiro e chuveiro dentro.
Era aconchegante e limpo, a esposa dele servia café da manhã de graça também, muito fofa.

Primeira refeição em Ubud, e foi num restaurante totalmente vegano na mesma rua onde fiquei hospedada, se chama Dayus Warung.
Pedi: Tridoschic Kitcheree (broto de feijão, arroz integral, espinafre, abóbora, coco ralado, coentro), salada de beterraba com molho de tamarindo, cracker de linhaça e tomate e suco de babosa, açafrão, hortelã e laranja. Detalhe para o canudinho de vidro, em Ubud quase todos os restaurantes que servem comida natural, vegana/vegetariana não usam canudos de plástico.

Primeiro sorvete em Ubud.

Sorbeto com pitaya com canela, maracujá e coco

Um dos melhores restaurantes de Ubud, e eu só fui nele porque a moça de Cingapura que eu conheci em Gili estava em Ubud também e nós nos encontramos algumas vezes para comermos juntas, se chama Atman Kafe.
Pedi: Torrada com espinafre e cogumelos mexidos, falafel de grão-de-bico e beterraba acompanhado com molho de manjericão e uma espécie de salada de abacaxi, e para tomar água de coco. De sobremesa fomos de bolo de chocolate, coco e mais uma frutinha.


Em Ubud eu optei por não alugar moto, pelo menos não quando cheguei pois achei bem movimentado e um pouco perigoso também, além do que já tinha lido na internet sobre isso, então nos dois primeiros dias eu andei bastante a pé.
Como fiquei num lugar bom, era sossegado ir para lá e para cá a pé, além do que dá para conhecer bem mais se você estiver andando a pé e vendo as coisas com calma.

Ubud é encantador demais, na rua principal têm muitos restaurantes, bares, lojas, locais de massagem e até templos.

Ubud Water Palace Puri Saraswati Temple

Não fiz muitas compras em Bali pois não foi com essa intenção que fui para lá, mas para quem quer e gosta é bem barato mesmo.
A única coisa que comprei para mim mesmo foi um vestido, que inclusive é um modelo que todo mundo compra quando vai para lá hahaha

No dia seguinte fui tomar café da manhã no restaurante que eu já tinha ido na mesma rua de onde estava hospedada, e pedi: mexido de tofu com cenoura e espinafre e chá gelado de chai feito com leite de coco.

Nesse dia eu paguei uma pessoa para me levar para os lugares que eu queria conhecer, pois como não era muito próximo e arriscado ir de moto, compensava mais pagar uma pessoa para me levar de carro e mais seguro também.
Quem fez meu transporte foi o Made, e foi indicação de uma colega, ele me cobrou 400 rupias para me levar para vários lugares, então achei que compensou até porque fiz a reserva em cima da hora e ele deu um jeito.
Uma dica: não deixem para ver transporte em cima da hora, o risco de você ficar sem é grande, pois todos os turistas solicitam transporte, e se você tiver que ver na hora eles vão se aproveitar e enfiar a faca, então o ideal é ir por indicação, eu vou deixar indicado o meu pois ele é muito bacana, fala bem inglês e o preço é justo.

Made: https://www.facebook.com/made.wahyu.52

O passeio que eu fiz com o Made foi esse: Toya Devasa (spa com águas vulcânicas), Sebatu Temple, Terrace Rice e Goa Gajah Temple.

O valor vai depender de onde você quer ir, ele me cobrou por 400 rupias pois ficamos negociando, aliás, tudo você negocia em Bali exceto em lojas e restaurantes, mas não é um valor fixo.

Algumas fotos desse dia:

Toya Devasa e a frente o monte Batur (um dos vulcões ativos em Bali)

Em Toya Devasa quase não tem opção vegana, isso que eu achei triste, só tinha essa opção que eu pedi mas meio sem graça, então eu aconselho a levar algo que sustente caso vá para lá.

Fui naquele balanço super alto que tem no terrace rice!
Você pode escolher entre três alturas, eu quis ser a radical e fui no mais alto, confesso que estava morrendo de medo porque não achei tão seguro assim hahaha
Ah, lembrando que para ir nesse balanço você passa por dentro de onde tem um café onde serve aquele café feito com as fezes daquele animal Luak, o café leva o mesmo nome do animal, e na frente tem uma gaiola grande onde eles mantém vários deles dentro, como não tinha jeito de entrar por outro lugar tive que entrar por ali, mas é só para deixar avisado que você verá isso também 🙁

Sebatu Temple

Sebatu Temple

Sebatu Temple

Sebatu Temple

Goa Gajah Temple

Goa Gajah Temple

Dentro do templo Goa Gajah tem um restaurante chamado Buda Garden onde você se senta de frente para as árvores, a vista é muito bonita e relaxante, e eles têm opções veganas também.

Pedi: hambúrguer vegano com pão caseiro, ketchup e molho apimentado e chá de limão, gengibre, erva-cidreira e canela.

À noite fui andar pelas ruas Ubud e achei uma lojinha onde vende alguns produtos e tinha konbucha na garrafinha de vidro.

Em Ubud são tantas opções de restaurantes veganos para ir que fica até difícil em escolher, acho que em Ubud é onde têm mais opções para veganos, e as melhores opções, o restaurante Soma Cafe Ubud na minha opinião é um dos melhores de todos que fui.
Fui jantar lá pela primeira vez com a moça de Cingapura, ela quem me apresentou de novo, tinha um pessoal tocando música e cantando, até o dono do local, um meio senhorzinho estava lá no meio dos jovens tocando um instrumento, foi a coisa mais linda e maravilhosa estar naquele lugar.
Gostei tanto que fui duas vezes, uma vez para jantar e outra para tomar café da manhã.

Na janta não me lembro muito bem o que pedimos, mas era uns crackers, molhos e vegetais, tudo estava muito bom, e no café da manhã quando fui lá outro dia pedi pão caseiro com queijo de castanha-de-caju, tempeh grelhado, avocado, cebola caramelizada e tomate, salada com molho caseiro e chai.


Em Ubud tem o Monkey Forest (floresta dos macacos), e eu pesquisei bastante antes de ir para saber se era um local onde havia exploração ou não e não apareceu nada que dissesse que lá eles exploravam os animais, então eu fui conhecer.
É praticamente uma floresta no meio da cidade de Ubud, com muitas árvores gigantes e muitos macacos vivendo lá também. Os macacos não ficam presos, eles ficam soltos lá e inclusive é possível ver macacos andando em volta das ruas também, eles ficam livres e as pessoas andam dentro desse local sem incomoda-los, pois é extremamente proibido.
Logo na entrada eles vendem cachos de banana para dar a eles, existem várias placas lá dentro falando sobre a proibição de dar qualquer coisa aos macacos além das bananas, todo canto tem um staff do local para supervisionar.
É claro que se há exploração ela não será tão exposta assim, mas até onde eu mesma pude ver não há exploração, eles habitam lá há muito tempo, vivem soltos e ninguém os incomoda, e assim como muitos lugares em Bali, existem macacos morando em vários lugares também, e ninguém os prende e/ou os incomoda.
Espero não estar errada sobre esse lugar, pesquisei bastante na internet e também não falou nada sobre.






Só tome muito cuidado para não ficar marcando com NADA, nada mesmo, um macaco pulou na minha mochila e estava tentando abrir o zíper (eles são muito espertos), e não tem como você simplesmente tirar ele de cima de você, até porque eles podem se sentir ameaçados e ficarem agressivos, foi uma situação tensa e ao mesmo tempo engraçada, as pessoas olhavam e ficavam rindo, pois estava bem cômico mesmo.


A Floresta dos Macacos é um local bem grande, então vão preparados para caminhar bastante.

Em Ubud tem restaurante de tudo que é tipo também, tinha um na mesma rua de onde eu estava hospedada chamado Warung Sopa com vários pratos japoneses, e como aqui no Japão quase não temos essas opções, eu entrei para comer e pedi: sushi vegano de avocado, tomate e alface, suco de tamarindo e torta de manga e coco. Só esqueci de pedir para maneirar no wasabi, mas estava gostoso, rs


Para quem pratica yoga, Ubud é um dos destinos perfeitos para praticar e aprender.
Eu ainda sou iniciante, mas fui conhecer o The Yoga Barn – Bali, é um espaço simplesmente maravilhoso, lindo, onde você se sente relaxada e em outro mundo.
Além das aulas de yoga (todos os níveis), eles têm vários cursos também, como dança, meditação, aprender alguns instrumentos, etc… eu fiquei encantada pelo local, se eu soubesse teria passado mais tempo em Ubud ou teria ido lá desde o primeiro dia que cheguei, mas fica para uma próxima vez.

Dentro do local tem restaurante e também uma banquinha onde vende sucos naturais e smothies, como ainda era de manhã eu tomei somente um smothie de água de coco, mamão, abacaxi, amora e outras frutinhas também. Detalhe mais uma vez para o canudinho, só que dessa vez era de bambu!





Se você for viajar para Bali, não deixe de assistir a dança Kecak que é uma dança hindu balinesa e drama musical.
Não vou explicar sobre o que é pois ficará mais comprido do que está esta matéria, mas vou deixar o link onde fala sobre o que é o Kecak dance.

Kecak dance: https://en.wikipedia.org/wiki/Kecak

Nos templos de Ubud sempre têm apresentações, e no templo de Uluwatu também tem, acho bem válido assistir a uma apresentação dessa dança, eu fiquei encantada com a expressão dos artistas, os movimentos e todo o contexto em geral.

Em Ubud tem um mercadinho com produtos naturais muitos dos quais são veganos, se chama Bali Buda.
O que eu achei mais legal desse mercadinho, é que grãos e frutas secas eles vendem a granel, coisa que eu só tinha visto na zona cerealista no Brasil.






No último dia em Bali eu tirei o dia para descansar o corpo pois estava bem exausta de ir para lá e para cá e andar, e comer também, então voltei num dos restaurantes que eu havia gostado bastante, o Atman Kafe para almoçar.
Pedi: Jukut Urab (é uma salada de mistura de vegetais, grãos e coco quente), arroz integral e arroz branco e milkshake vegetal de manga.
De verdade, acho que pedi demais pedindo essa refeição com o milkshake, haha

E para a janta, fui num restaurante chamado Earth Cafe & Market Ubud, fica em cima do Paradiso Ubud (um lugar que não deu tempo de ir com calma mas quando voltar para Ubud com certeza irei).
Pedi: Seitan grelhado com cogumelos e cebola, mamão grelhado (sim, mamão grelhado gente, rs), purê de batata, arroz integral, brócolis com béchamel feito de castanha-de-caju, suco de limão com cana-de-açúcar e torta crudívora de cacau, amêndoa, damasco, coco e outras coisas que não me lembro, rs


Viu como é difícil ser vegan em Bali? (nivel hard de ironia) hahaha
Pelo menos nas cidades onde vai mais turista é super de boa comer fora, e o preço é acessível comparado ao Japão e as comidas são bem servidas.

Foram nove dias em Bali maravilhosos, para a minha primeira viagem solo eu me sai muito bem e nada de ruim me aconteceu!

Algumas dicas e observações sobre Bali:

– Bali é super seguro, você pode andar com a roupa que for que acho bem difícil alguém te assaltar ou te assediar, mas como têm muitos turistas sempre é bom tomar cuidado;
– Os balineses são suuper gentis e prestativos;
– Além de lojas, restaurantes e supermercados, o negócio lá é barganhar bastante (caso você goste e tenha paciência, que não é o meu caso, hehe);
– Leve carteira internacional e ande de capacete SIM, não faça como muitos turistas que andam sem capacete, para se acidentar em Bali é fácil;
– Sempre que for viajar tenha o seguro de viagem, você nunca sabe quando irá precisar (para quem tem cartão de crédito, muitas empresas tem seguro de viajem junto com o cartão, informe-se);
– Depois dessa experiência de Bali e de Taiwan, percebi que o negócio não é levar roupa para sair bem arrumada não, o negócio é levar roupa confortável e prática, se você vai andar de moto, vai andar bastante, não compensa levar roupa que não te deixe a vontade para isso;
– Sapato confortável também é MUITO necessário. Além de chinelo leve um tênis que você consiga andar com ele o dia todo, ou sandália confortável estilo aquelas para fazer caminhada, sabe? Mesmo alugando moto você vai andar bastante;
– Kit de primeiros socorros sempre na mochila também é essencial, eu arranquei um pedaço do meu pé na praia e não tinha nem um band-aid para me socorrer, tive que comprar um e paguei super caro, além de ser porcaria e não ter colocado bem na minha pele, ou seja, voltei com o pé sangrando;
– Escolha uma mochila que você vai andar com ela a viagem toda que tenha muitos bolsos, querendo ou não a gente acaba saindo com muita coisa na rua e quando vai pegar dentro da mochila que só tem uma ou duas repartições acaba sendo super estressante, eu aprendi isso quando fui para Taiwan, passei muita raiva com a minha mochila;
– Se você é mulher e vai viajar sozinha, cuidado quando for beber alguma coisa, acredito que muitas de vocês já tenham ouvido falar mas existe uma droga que colocam na bebida e você fica grogue, então tome muito cuidado mesmo;
– Ironia ou não mas em Bali vende-se drogas na rua em plana luz do dia, para quem não sabe na Indonésia o uso de drogas (inclui maconha) é crime gravíssimo, lá é pena de morte;
– Dá para se comunicar tranquilamente em inglês em todo lugar de Bali, algumas pessoas falam até japonês;
– Para quem tem o celular desbloqueado, em Bali eles vendem um chip que você usa a internet e ainda tem um número de telefone, se for bloqueado assim como o meu era, só dá para usar internet nos restaurantes (a maioria tem);
– Eu levei 100 mil ienes para passar os nove dias, o meu host de Uluwatu me levou num lugar bom para trocar dinheiro e como era amigo dele, ele ainda não me cobrou as taxas, troquei o dinheiro duas vezes e em dois locais diferentes, no total acredito que eu tenha trocado 10 milhões de rupias e foi bastante dinheiro, e eu só gastei tudo porque comprei produtos de estética para minha mãe e gastei bastante dinheiro nisso, mas acredito que com 60 mil ienes eu teria passado os nove dias de boa. Ah, dentro desses 10 milhões de rupias eu paguei o meu host em Uluwatu pessoalmente (1,800,00 com o transporte que ele fez do aeroporto até Uluwatu + a acomodação), o speed boat e também o quarto em Gili, mas poderia ter gasto bem menos;

Bali têm muitos lugares lindos para conhecer, não adianta querer ir em todos os lugares porque não vai dar tempo, e acho que ir e só dar uma passada sem aproveitar de verdade também não compensa, Bali é pertinho do Japão então dá para ir sempre! 🙂
Ou, já fica um mês lá e aproveita melhor 😉

Bali, terima kasih! <3

Espero mais uma vez ter ajudado, qualquer dúvida, por favor, deixe nos comentários que irei responder todos vocês! 

 

Translate »